sexta-feira, 15 de abril de 2011

Praia do Madeiro - continuação

Continuando outra vez...
NA PRAIA, É CLARO!


Ok, sei que parece a mesma foto, mas é outra! Tudo isso aí é a Praia do Madeiro. A praia começa onde nós tiramos a foto (sobre a Ponta do Madeiro, bem perto da borda - olhem o pedacinho de chão!) faz esta volta suave de areia e ondas e vai atéééé aquela primeira ponta cheia de verde. A ponta tem nome, mas quem diz que eu lembro?

 Foto com zoom da praia, dá para ver toda a curva e corta a ponta que não lembro o nome. Se você espiar a foto ampliada, vai ver que aquelas coisinhas coloridinhas na metade da praia são guarda-sóis. O pessoal que vem de outros lugares estaciona numa área ao lado da estrada e desce sua própria escada de sei lá quantos degraus para aproveitar o mar. Os guarda-sóis são de um quiosque que vende bebidas e lanches.

Esta foto "emenda" na anterior. Ali está a ponta de nome esquecido, depois dela vem a Baía dos Golfinhos, e a segunda ponta é a Praia de Pipa.
Fizemos esta caminhada mais de uma vez, e, gente, como tem praia pra andar! Aliás, sobre a praia, até a areia é diferente da nossa. É mais grossa e granulosa, uma delícia na hora de caminhar! Lá quase não tem conchinhas, mas tem muitas pedrinhas brancas redondas, tipo assim um quartzo que rolou e virou cascalho.


Esta foto é a melhor que conseguimos de uma coisa bem esquisita que acontece por lá: água escorrendo da areia para o mar o tempo todo! Cada um destes sulcos parece um cânion em miniatura, com seu mini-rio correndo para o mar.
 Depois de andar um monte, aqui estamos perto da ponta que não sei o nome.
 Olha só o destino da falésia: o mar vai batendo e derrubando tudo! Aqui deu pra ver a falésia bem de perto, e ela é toda feita de camadas de sedimentos. Dá para ver direitinho onde começa cada camada, deve ser um paraíso para geólogos!


Foto seguinte, as camadas e, lá em cima, umas pobres árvores que logo vão despencar. Já mencionei que este mato é cheio de cigarras que cantam como umas desesperadas?
É mar com fundo musical!
Nós atacando de geólogos: tem areia amarela que mancha a pele, pedras vermelhas que mancham também, e olha ali de onde vêm as pedrinhas: tem camadas delas nos paredões!



Até parece arte rupestre, mas é natural!




Detalhe do paredão. Que tal?







E este, então? Parece um anjo! 






 Voltando ao tópico "praia", esta é a vista da praia a partir da ponta sem nome. A Ponta do Madeiro fica na outra extremidade.


A coisa marrom sobre a areia são algas que o mar traz. Tinha montes aqui neste dia!

 Virando um pouco, já tem mais mar que praia. Lá perto das árvores, dá pra ver o quiosque do pessoal que vem dos outros lugares. Neste ponto da praia fica a escola de surf. Vimos um que não podia ser aprendiz, porque estava de pé na prancha sem pegar onda e sem cair!

E virando um pouco mais, a gente tem a visão completa. Está vendo a flechinha preta lá no fundo? É a Ponta do Madeiro!


Agora caminhe de volta, turista valente, sempre lembrando do quiosque do hotel no nosso pedaço de praia, com seus garçons e suas bebidas geladinhas...


Chegando à Praia do Madeiro - Tibau - Rio Grande do Norte

Continuando...
... A PRAIA!!!!



No desenho explicativo ao lado:
1. Você!
2. Você está aqui: no nível do hotel
3. A falésia: megaparedão que separa você do mar lá embaixo
4. A escada - 196 degraus, está lembrado?
5. O mar lá embaixo tentando as pessoas que estão lá em cima
6. Quiosque do hotel: caipira, camarão, batata frita, camarão, cerveja, camarão...
7. Mato na falésia 


Agora, vamos ao detalhamento dos tópicos.
1. Você, que, no caso, sou eu: gaúcha descendente de alemães, branquíssima, com pinta de estrangeira. Falaram em inglês comigo! Hora de checar o kit básico de praia: protetor solar, boné com pala e camisa. Depois que chegar lá em baixo, não adianta pensar no que devia ter trazido.


2. Nível do hotel: este é o mirante que fica acima da escada. Olha só a paisagem!

Olhando para o outro lado: esta ponta de falésia é a Ponta do Madeiro e dá nome à praia

Ponta do Madeiro vista de baixo. Não se engane. É enorme, mas a gente fica sem referencial!



O topo da escada.
Saca só este mar!!!
Lá adiante, naquela ponta de verde avançando para o mar, é a famosa praia de Pipa.



 3. A falésia!
 Esta foto foi tirada de cima da Ponta do Madeiro e vale a pena ser vista em detalhes! Para ter uma ideia do tamanho disto, está vendo aquelas coisinhas azuis na praia? São os guarda-sóis do hotel. Está vendo o minipontinho entre os guarda-sóis e a água? É uma pessoa. Imagina agora a altura da falésia que, para este lado, é coberta de vegetação. Reparou como as plantas parecem ter sido podadas? É por causa do vento que vem sempre do mar! Ah, sim, a construção de cimento em cima, no meio das plantas, é o começo da famosa escada.

De cima da Ponta do Madeiro também, mas olhando para o outro lado. Os guarda-sóis são de outro hotel. A falésia tem cada vez menos plantas para este lado.



 


 4. Eis aí a escada mergulhando entre as plantas! 





5. E aqui, finalmente, O MAR!
E tem tanto disto no Nordeste - mar em exibição de gala - que todo este pedaço de praia era só nosso!



Mar verde, espuma branca, céu azul, um dia maravilhoso... e o maridão sozinho na água! 
Viu como as ondas não são tão mansas assim? Eu tomei um monte de tabefes de água no ouvido, e mais uma meia dúzia de caldos, e olhem que eu ficava só no raso!
 Lá no fundo, onde ele prefere ir, as ondas são mais fortes. Bem que tentei fotografar um caldo, mas não consegui!





6. Quiosque na beira da praia. Ter um garçom servindo a gente num lugar assim é coisa de cinema...


7. A esta altura, depois de ver as fotos, já deu para entender o último item do desenho, ou seja, o mato na falésia. Com a quantidade de mato que tem, dispensa explicações!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Viagem ao Rio Grande do Norte

Uma gaúcha FINALMENTE conhecendo o Nordeste!!!

Gente gaúcha, esta coisa espetacular aí em cima, verdíssima, de espuma branca, é o que eles chamam de "mar" lá no Nordeste! Pra aperfeiçoar o que já é tão lindo, a água é quentinha o tempo todo - nada a ver com um certo mar de Nescau gelado que é tão comum por aqui!
Esta foto foi tirada do nosso hotel. Que tal acordar e dar de cara com isto todas as manhãs? Foram dez dias inesquecíveis, podem crer!

Bom, a ideia do blog é falar desta viagem, que foi a primeira que meu marido e eu fizemos ao Nordeste, especificamente ao Rio Grande do Norte e, mais especificamente ainda, a esta praia maravilhosa da foto, que é a Praia do Madeiro. 

Como toda a viagem longamente esperada e planejada, esta começou torta. Nosso voo saía do aeroporto Salgado Filho às sete da manhã, o que significa estar no aeroporto, que fica do outro lado da cidade, pelo menos às seis para o check-in. Malas prontas no dia anterior, despertadores devidamente revisados, todo mundo acordou cedo para nos acompanhar. Daí - surpresa! Um pneu furado que só foi descoberto depois que todas as malas e pessoas estavam acomodadas dentro do carro. Ainda bem que a futura nora tinha ido dormir lá em casa e o carro dela também, ou este primeiro stress teria sido bem maior! A ida até o aeroporto foi tranquila, a cidade estava vazia e as ruas eram só nossas - nem imagino o motivo, já que eram cinco e pouco da manhã de um domingo. Chegamos no aeroporto ainda uns minutos antes das seis, e fomos procurar o local de embarque. Portão dois, disse uma gentil senhorita do balcão de informações. Detalhe: o tal "portão dois" fica no velho Salgado Filho, e estávamos no novo! Pega malas, sai do aeroporto, espera o transporte que vem de cinco em cinco minutos (quantas horas demora para passar cinco minutos?!), malas para dentro, ônibus, malas para fora e, tcharans, finalmente encontramos nosso portão, ainda no horário. Embarcamos afinal. Vou poupar vocês da tradicional foto do avião.

 A foto ao lado é outra tradicional. Como bons turistas, tiramos fotos das janelinhas do avião - céu, nuvens, a coisa toda. Isto que parece um rio não é rio, não. O branco são nuvens! Bem diferente, não é? 

Aqui, um parêntese. Fomos e voltamos pela Azul. A ida foi Porto Alegre-Viracopos (SP)-Belo Horizonte-Natal. Na volta, foi Natal-Viracopos-Porto Alegre. Todos os voos saíram rigorosamente no horário. O maior atraso foi quatro minutos! A Azul se orgulha de ser a empresa mais pontual do país, e olhem que, quando a gente atravessa o país de ponta a ponta, isso conta muito! Chegamos à Natal às três da tarde, cansados, amassados e sem almoço.
1. Cansados: oito horas é viagem demaaais!
2. Amassados: boa parte das oito horas foi sentadinhos no avião. As poltronas eram confortáveis, com lugar para uma pessoa inteira e não só meia, mas saímos quadrados.
3. Sem almoço: serviço de bordo muito bom, com refri, suco, água, salgadinhos, etc. Mas chega uma hora em que a gente só quer um prato de comida de verdade!

Certo. Então chegamos lá, e as malas chegaram também, o que é muito importante. Nossa praia escondida fica a oitenta quilômetros de Natal e, ajuizadamente, combinamos o transfer aeroporto-hotel com o pessoal do hotel. Ainda bem, porque foi o tipo de percurso que a gente jura que não pode estar indo para o lugar certo! Parece mais longe que oitenta quilômetros, tem umas rotas estranhas pelo meio de cidadezinhas cheias de ruas estreitas, às vezes parecia que estávamos entrando na propriedade de alguém. Se tivéssemos alugado um carro com GPS, íamos jurar que o GPS estava doido!
Chegamos ao hotel um pouco antes das cinco horas da tarde. Quer dizer, lá se diz cinco horas da noite!
Isso aí, cinco horas da noite!
A primeira vez que disseram, eu perguntei, no automático: "cinco horas do quê?!". E sabe por que dizem cinco da noite? Porque está mesmo anoitecendo! Cinco e meia já é bem escuro, e seis horas é NOOOOITE!
A foto aí em baixo é no hotel, e este simpático lugar todo iluminado é o restaurante. O horário, bom, deve ser pouca coisa depois das seis!

Era bem assim que a gente via o restaurante quando vinha das cabanas. Em diversas noites, tinha tochas iluminando o caminho. Muito lindo!
Na outra manhã é que pudemos ver melhor o paraíso onde íamos ficar onze dias: praia verdinha e areia branca lá em baixo, e lá em baixo quer dizer embaixo mesmo, porque era preciso descer 196 degraus para chegar na praia! Mais tarde, vinha a parte de subir os 196 degraus... 

 Acompanhem: saindo das cabanas rumo ao restaurante, de manhã, era obrigatório parar no mirante, que ficava no topo da escada até a praia. Dali, olhando para a direita, se via a imagem da primeira foto do blog. Olhando para a esquerda, a vista era esta aí da última foto. Que tal começar o dia assim?